sábado, 10 de junho de 2017

1ª certificação - História (2017) - conteúdo a ser cobrado


- Iluminismo – Ver postagem do Blog – dia 9/5/2017 e anotações no caderno.
– exercícios postados no blog no dia 9/5/2017 – deve constar também no caderno.
Sobre iluminismo, vale consultar também o livro – páginas 88, 89, 90 e 91.
- Brasil – Economia Colonial - postagens no blog dos dias:
 17/5/2017 (texto e exercícios) – deve constar também no caderno.
 24/5/2017 (texto e exercícios) – deve constar também no caderno.
 31/5/2017 (exercícios) – deve constar também no caderno.
 5/6/2017 (exercícios) – deve constar também no caderno.
 6/6/2017 – Economia Colonial 1 (versão ampliada – texto que acrescenta explicações de aula).
 6/6/2017 – Economia Colonial 3 (versão ampliada – texto que acrescenta explicações de aula).
Sobre Mineração no Brasil Colonial, vale consultar também o livro – páginas 42, 43, 44, 45, 46, 48, 49 e 51.  

Acrescentei uma sugestão leitura para as próximas férias (nas livrarias, em e-book e na biblioteca do colégio).  
                                                                                                     

terça-feira, 6 de junho de 2017

Brasil – Economia Colonial (3) – mineração (versão ampliada)

1-    Descoberta das minas.
Além das expedições oficiais, que buscavam riquezas minerais no interior do Brasil, muitas expedições particulares cruzaram a América do Sul tentando a sorte.
A maioria dessas expedições particulares partia da vila de São Paulo, na Capitania de São Vicente. Geralmente descia o rio Tietê para chegar ao rio Paraná e seus afluentes. Usavam canoas e chagavam aos mais diversos pontos do território.
Essas expedições eram chamadas bandeiras e seus organizadores ficaram conhecidos como bandeirantes.
O objetivo era encontrar pedras e metais preciosos. Mas, frequentemente, faziam caça aos índios ou aceitavam contratos com autoridades para combater índios rebeldes ou negros quilombolas (alguns grupos se especializaram em uma dessas modalidades).
Como os bandeirantes não respeitavam os limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas, contribuíram com a expansão do território brasileiro em direção ao centro Oeste e ao Sul.
Os bandeirantes encontraram as grandes jazidas de ouro, no final do século XVII, na região que passou a ser conhecida como Minas Gerais. Logo a produção cresceu e chamou a atenção de muitos aventureiros que chegaram de Portugal e de outras regiões do Brasil. Os bandeirantes paulistas apelidaram aos aventureiros de Emboabas. Os dois grupos (bandeirantes paulistas e emboabas) entraram em conflito pela posse das minas. Foi a Guerra dos Emboabas (1708 - 1709).
Os bandeirantes foram derrotados e retiraram-se da região. Foram ainda mais para o interior, para o centro-oeste, e encontraram ouro em Goiás e no Mato Grosso.
2 – Estruturação administrativa
A produção de ouro não parou de crescer até meados do século XVIII. Por isso, as autoridades portuguesas criaram estruturas de controle e de arrecadação de impostos.
Quem encontrava ouro deveria comunicar às autoridades, que dividiam as terras ao redor do local da descoberta em lotes (chamados datas), distribuídos por sorteio a quem comprovasse ter escravos para explorar a data a ser recebida.
Para aumentar o rigor na arrecadação do principal imposto, o “Quinto”, foram proibidas as negociações com ouro em pó ou em pepitas (formas em que o ouro era encontrado na natureza). E, para completar, foram criadas as Casas de Fundição1, onde todo o ouro era derretido, retirado o valor do imposto (Quinto) e transformado em barras (barras quintadas2).
Os mineradores da região se revoltaram e tentaram forçar o governador da capitania a acabar com as Casas de Fundição. Foi a “Revolta de Vila Rica” (ou revolta de Felipe dos Santos). A repressão foi violenta. Um dos principais líderes da revolta, o minerador Felipe dos Santos Freire, foi preso e condenado à morte pelo Enforcamento.
3 – O destino do ouro do Brasil
A produção de ouro no Brasil, durante o século XVIII, foi muito maior do que a produção de ouro da América Espanhola toda, durante a fase colonial inteira. Mas, apenas pequena parte dessa riqueza ficou no Brasil. Quase sempre para construir igrejas (época do barroco mineiro de aleijadinho).
A maior parte do ouro foi para Portugal, embora não tenha ficado por lá. Grande parte deste ouro foi usado para pagar às importações de Portugal. Eram manufaturas inglesas. Isso foi resultado de um tratado de comércio firmado entre portugueses e ingleses, que se mostrou muito favorável à Inglaterra (o tratado de Methuen - 1703).

4 – Distrito Diamantino

No local onde atualmente encontramos a cidade de Diamantina, em Minas Gerais, existiu um arraial chamado Tejuco. As autoridades portuguesas demarcaram a área ao redor do povoado do Tejuco e estabeleceram uma administração rígida, que controlava a entrada e a saída de pessoas e de cargas. Tudo isso devido a produção de pedras preciosas, especialmente diamantes, que acontece naquele local.
O governo português criou a função de Contratador, que era um homem que centralizava o comércio de pedras. Na época em que o contratador era o português chamado João Fernandes, surgiu a história da famosa escrava Chica da Silva. Ela vivia em grande luxo e riqueza por ser amante do Contratador.

OBS - Não podemos esquecer que a maior parte da mão de obra empregada na mineração era escrava de origem africana.
Vocabulário
1 – Casas de Fundição – instutuições oficiais, criadas pelo governo português, que eram encarregadas de demarcar as áreas de mineração, distribuir Datas, derreter o ouro para transforma-lo em barras e arrecadar o principal imposto sobre o ouro: o Quinto.
2 – barras quintadas – barras de ouro do minerador que já pagou o “Quinto”. Tinham numeração e os símbolos da realeza portuguesa impressos em relevo.

Brasil – Economia Colonial 1 - versão ampliada

                     1 – Introdução

Quando os portugueses começaram a explorar o território correspondente ao Brasil atual queriam encontrar metais preciosos e pedras preciosas.
A expansão marítima e comercial europeia aconteceu em época em que a produção de metais preciosos (ouro e prata) na Europa estava em decadência (esgotamento das minas). Mas o dinheiro (moedas) era fabricado sempre com ouro ou prata. Por causa disso, os metais preciosos ficaram raros e muito desejados (por isso eram ainda mais valiosos). Um dos principais objetivos da expansão marítima era encontrar minas de ouro e prata em outros continentes. Esta busca ficou conhecida, em alguns casos, como “febre do ouro”.
O continente americano foi dividido pelo Meridiano do Tratado de Tordesilhas (1494), entre os reinos de Portugal e da Espanha. Poucos anos depois os espanhóis encontraram grande quantidade de meteis preciosos em seus territórios na América. Os portugueses concluíram que em sua parte da América (Brasil) também deveria haver metais preciosos.
Desde o início das explorações do litoral do Brasil foram enviadas expedições oficiais (Entradas) para tentar encontrar metais e pedras preciosas no interior do país. Porém, nenhum achado significativo aconteceu até o final do século XVII.
2 – Desenvolvimento econômico na fase colonial
Os exploradores portugueses passaram a experimentar outros tipos de produção enquanto as terras do Brasil não mostravam os metais e pedras preciosas escondidos na mata do sertão1 do país.
(A) Pau-brasil.
Na Europa já era comum usar a madeira desta árvore para fazer tingimento de tecidos (vermelho), era uma especiaria trazida das Índias. Os exploradores portugueses reconheceram que no litoral do Brasil havia o mesmo tipo de árvore.
O pau-brasil é encontrado nas áreas de Mata Atlântica, entre o Rio Grande do Norte e São Paulo.
A produção era resultado de extrativismo. A mão de obra era do índio, em regime de escambo: recebiam bugigangas (espelhos, contas de vido, facões, machados, canivetes, etc.) em troca da extração da árvore.
Toda a produção era enviada para a Europa.
(B) Açúcar
O açúcar de cana era uma das especiarias orientais mais valiosas na Europa. Devido a isso, o governo português criou um plano de produção de açúcar. Primeiro nas ilhas portuguesas do Atlântico (Açores, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe), depois nas terras do Brasil.
Devido a isso foram distribuídas terras como Capitanias Hereditárias e, em cada uma delas, foram doados muitos latifúndios2 (sesmarias). O objetivo era o desenvolvimento de grandes plantações de cana-de-açúcar. A forma desta produção é conhecida como plantation3 (ou plantagem).
Os portugueses reinventaram a escravidão ao usarem na plantation mão de obra indígena e africana. Como a população indígena no Brasil era insuficiente para os planos portugueses, desenvolveram a migração forçada de trabalhadores africanos (tráfico de escravos).
A estrutura de produção também contava com a manufatura de açúcar (a cana era processada para a obtenção de açúcar), nos engenhos4. Por tanto, podemos dizer que havia a agroindústria açucareira.
Devido a precariedade dos transportes da época, a produção não podia acontecer muito distante dos portos de exportação, já que quase tudo era embarcado para a Europa.
As principais características da sociedade açucareira, que se desenvolveu no Brasil, eram: latifundiária, escravista, patriarcal e rural. Quanto à cultura, os portugueses impuseram as artes, música e arquitetura barrocas. Mesmo assim, muitos elementos culturais indígenas e africanos merecem destaque.
(C) Pecuária Nordestina
O rebanho bovino, que era usado como animal de tração (mover arados, moendas e carros-de-bois), multiplicou-se através da reprodução. Como a conciliação entre a criação de gado e as plantações de cana-de-açúcar não era desejada, aconteceu a interiorização da criação do gado.
Ao transferir a criação de gado bovino para o interior, aconteceu a especialização. O objetivo principal era a produção de couro para exportação. A carne era pouco importante devido a pequena quantidade de consumidores (população urbana pequena). Essa prática mudou quando ocorreu o desenvolvimento da mineração (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso), quando os nordestinos passaram a vender o gado para os consumidores destas áreas.
A criação de gado era itinerante, pois cada rebanho circulava por uma área relativamente ampla. Não havia propriedade da terra, nem limites fixos. Era uma forma de atenuar a escassez de vegetação que alimentasse o gado, devido ao clima semiárido do sertão nordestino.
Os vaqueiros do nordeste colonial eram trabalhadores livres, de qualquer origem ou etnia, pagos com gado (acordos entre o dono do rebanho e o vaqueiro).
(D) Pecuária Sulina
A expansão pecuarista em direção a atual região sul do Brasil causou perdas territoriais à Espanha, no continente americano (ultrapassando os limites do Meridiano de Tordesilhas).
A pecuária encontrou no sertão sulista campos muito apropriados para pastagem bovina. O desenvolvimento desta atividade foi acelerado pelo desenvolvimento da mineração. Melhor dizendo, a pecuária sulista surgiu para abastecer aos consumidores de carne de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, durante o século XVIII.
As fazendas usavam mão-de-obra familiar ou trabalhadores livres. E a carne produzida era de melhor qualidade do que a que saía da pecuária nordestina.
(E) Drogas-do-Sertão
A atividade extrativista florestal na Amazônia desenvolveu-se a partir do século XVII. A maior parte da região era domínio espanhol. Os portugueses avançaram explorando as riquezas que recebiam as denominações de especiarias da Amazônia ou drogas-do-sertão (guaraná, castanha-do-pará, cacau, baunilha, ervas medicinais, ervas aromáticas, alguns tipos de peles, vários tipos de penas de aves, etc.).
A maior parte do trabalho de coleta era realizado por índios aculturados (catequizados em missões religiosas católicas).
Temendo a cobiça francesa, inglesa, holandesa e espanhola, o governo português investiu na construção de uma extensa rede de fortificações e a manutenção de guarnições militares (total de 60 fortes).
Vocabulário
1 – sertão – refere-se a uma região afastada dos centros urbanos ou do litoral, distante da ou com pouca "civilização”.
2 – latifúndio – propriedade rural de grande extensão.
3 – plantation – forma de produção rural baseada no latifúndio e na monocultura, direcionada ao abastecimento do mercado externo (exportação). Pode ser usada a versão em língua portuguesa: plantagem.
4 – engenho – é a parte industrial da agroindústria açucareira. Moía a cana-de-açúcar e transformava o caldo em açúcar mascavo.