quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Relembrar é útil


Iluminismo e Revolução Francesa.

           No início das aulas de 2015 repetimos muitas vezes o alerta de que o iluminismo apareceria o tempo todo. Agora, ao final do ano letivo, todos podem confirmar que essa ideologia surgida no século XVIII apareceu sozinha, ou em meio a todos outros temas estudados.

          Foi previsível que esse assunto aparecesse na lista de temas a serem estudados para a próxima prova. Por causa disso fizemos uma revisão usando uma dessas vídeo aulas que são veiculadas em emissoras de televisão. Foi muito útil para nossa revisão da última aula; tanto em Iluminismo, quanto em Revolução Francesa. Entretanto, quando assistíamos ao vídeo percebemos um erro. Qual foi mesmo o engano cometido na tele aula? 

          Se você estava em sala, tente rever para relembrar. Se estava ausente, tente descobrir.



Período Regencial e Segundo Reinado

          Há necessidade de revisarmos o conteúdo estudado mais recentemente, relacionado ao Brasil monárquico. Para relembrarmos essa parte do conteúdo estudado escolhemos um vídeo que nada tem de relação com uma aula. Mas é bastante útil para quem quer recordar ou ampliar conhecimentos. Ele fala do Imperador Dom Pedro II, suas origens familiares e seu ingresso precoce na vida política. As pessoas que produziram esse trabalho audiovisual tem claro interesse em defender a monarquia. Mas temos que conviver com as diferentes ideias e formas de compreender o mundo. 
          Vamos assistir?









          Se você estiver interessado, há outros vídeos biográficos a respeito do imperador D. Pedro II, produzidos pelas mesmas pessoas ( total de 5 - disponíveis no You Tube).
          Podemos saber mais a respeito da época com bons livros, que podem ser bons para a época de férias escolares, pois não são acadêmicos (embora com ótima pesquisa histórica e bem escritos):

- Mary Del Priory - Condessa de Barral, a paixão do Imperador. Rio de Janeiro, editora Objetiva, 2008. 
- José Murilo de Carvalho - D. Pedro II. São Paulo, editora Companhia das Letras, 2007.
OBS - se você ainda não percebeu o erro da teleaula, do primeiro vídeo, retorne a ele e veja que a divisão da sociedade francesa em Três Estados está com a sequência errada. A correta seria: Primeiro Estado, clero; Segundo Estado, nobreza; Terceiro Estado, povo.                                                                           

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Exceções às regras de organização do Estado

          Essa postagem resultou de conversas com os estudantes de algumas turmas de 8° ano do Colégio Pedro II. A motivação partiu do assunto da aula em que desenvolvíamos formas de organização dos Estados. Destacamos no texto seguinte um caso, discutido em aula, que merece atenção: a Suíça.

* veja vocabulário no final do artigo.

Sistema político suíço


          A Suíça, em sua forma moderna, surgiu em 1848. Até aquela data o país não era uma verdadeira nação, mas uma aliança não consolidada de cantões1 autônomos com graus de cooperação variável de um período para outro. A Constituição de 1848 transformou a Suíça numa confederação2 com uma autoridade central, com isso contrabalançou e limitou o poder dos cantões. Algumas áreas, como a da política externa, ficaram, desde então, unicamente nas mãos do governo central. Vejamos algumas informações básicas. 



Governo 

          O governo da Suíça é um conselho3 formado por sete pessoas (ministros). A cada ano um membro do conselho torna-se presidente. O cargo não confere nenhum poder ou privilégio especial e o presidente continua a administrar o seu próprio ministério. Normalmente os quatro maiores partidos estão representados no governo. 

Parlamento 

          O Parlamento é composto por duas câmaras: a Câmara dos Deputados, representando o povo, e o Senado, representando os cantões. As 200 vagas na Câmara dos Deputados são distribuídas entre os cantões proporcionalmente ao tamanho de sua população. Já o Senado tem dois membros de cada cantão e um membro de cada meio cantão, perfazendo um total de 46 membros. No entanto, as duas câmaras têm peso igual. O papel das duas câmaras é aprovar as leis federais e fiscalizar o governo. A maioria na Câmara é definida por representação proporcional, já no Senado é por maioria de votos. As eleições para a Câmara dos Deputados ocorrem a cada quatro anos. A maior parte dos assentos é ocupada pelos quatro principais partidos que compõem o governo. No entanto, os parlamentares votam muitas vezes com base em suas observações pessoais ao invés de uma linha de partido quando se tratam de questões específicas. 

Legislação

          Quando um ministro propõe uma nova lei um longo processo de discussão acontece antes que ela seja aprovada. Uma vez que os outros membros do governo estejam convencidos vários grupos de interesse serão consultados para ajudar na formulação de um projeto de lei. Em seguida o projeto vai para uma das duas câmaras do parlamento onde será discutido em comissão. Assim que a proposta tenha passado pela barreira inicial da primeira câmara ela vai para a outra onde o procedimento é repetido. A ordem em que as câmaras devem analisar qualquer proposta específica é decidida por seus proponentes4. As propostas só se transformam em lei com a aprovação de ambas as câmaras do parlamento. Mesmo assim o projeto de lei ainda pode ser contestado por um lobby5 de interesses especiais que pode recolher assinaturas para um referendo6 numa tentativa de recusar o projeto por completo. Para evitar essa ameaça o governo pode sugerir termo de compromisso para convencer seus opositores a não irem adiante com a convocação do referendo. A rejeição às propostas do governo não causam crise do governo, pois são encaradas como naturais na democracia. 

Democracia direta 

          A Suíça dá aos seus cidadãos a oportunidade de participação direta nas decisões. Embora essa forma de democracia não seja exclusiva desse país, o sistema suíço é provavelmente o de maior extensão no mundo. Os cidadãos suíços podem tanto propor uma lei como embargar7 outra que já foi aprovada pelo parlamento. Qualquer cidadão suíço tem o direito de propor uma nova lei com o lançamento de uma iniciativa. Normalmente as iniciativas vêm de grupos de interesse. Caso consigam recolher pelo menos 100.000 assinaturas em apoio à proposta, ela deve ser submetida a uma votação a nível nacional. Um referendo é uma votação popular para aceitar ou rejeitar uma lei já aprovada pelo parlamento. Quando uma pessoa ou grupo não estiver satisfeito com a nova lei e conseguir recolher pelo menos 50.000 assinaturas no prazo de 100 dias (contando a partir da data de publicação oficial da lei proposta) os eleitores têm a oportunidade de decidir nas urnas sobre a aprovação da lei. O governo suíço é sempre obrigado a realizar um referendo se a legislação for uma emenda à Constituição ou uma proposta do governo para que a Suíça assine um importante acordo internacional (que não poderiam ser revogados8). Para que uma iniciativa (ou um referendo) seja aprovada nas urnas, é obrigatório que tenham "maioria dupla", isto é, a maioria do povo e da maioria dos cantões.
A participação dos eleitores é em média de 40 por cento. Os primeiros passos estão agora sendo dados no campo do voto eletrônico com a esperança de aumentar a participação popular. Dois dos 26 cantões da Suíça, o Appenzell Rhodes do interior e o Glarus, ainda realizam assembleias anuais ao ar livre onde os cidadãos votam questões levantando as mãos. 

Essa artigo resultou de uma adaptação a partir do texto encontrado em:                                http://www.swissinfo.ch/por/sistema-pol%C3%ADtico-su%C3%AD%C3%A7o/29726462

Vocabulário 

1 - Cantões - A Confederação Helvética (mais conhecida como Suíça) é constituída por 26 "cantões " iguais em direito, dos quais três (Appenzell, Basileia e Unterwalden) estão subdivididos em semicantões. Historicamente, cada cantão era considerado um Estado soberano, com suas próprias fronteiras, exército e moeda. A estrutura federal usada atualmente foi estabelecida em 1848. 

2 - Confederação - União de vários estados independentes que reconhecem um governo comum. Pode ser aplicado, também, à reunião de pessoas, grupos sociais, instituições, Estados etc. com um fim determinado 

3 - Conselho - A palavra vem do latim "consilium". Refere-se ao grupo de pessoas que se reúnem para expressar uma opinião sobre o que eles acreditam que deveria ser ou não ser resolvido em relação a um assunto específico.

4 - Proponentes - Diz-se de que ou de quem propõe (documento proponente; advogado proponente). Que apresenta proposta verbal ou escrita.

5 - Lobby - atividade de pressão de um grupo organizado (de interesse, de propaganda etc.) sobre políticos e poderes públicos, que visa exercer sobre estes qualquer influência ao seu alcance, mas sem buscar o controle formal do governo; campanha, lobismo.

6 - Referendo - Direito que têm os cidadãos de se pronunciarem diretamente sobre as grandes questões de interesse geral. Votação em que se exerce esse direito. A palavra referendo é derivada do verbo referendar.
7 - Embargar - Opor embargo ou obstáculo a; DIFICULTAR; IMPEDIR, conter, refrear.
8 - Revogado - Que se revogou, que ficou sem efeito; ANULADO

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Reforçando e ampliando conhecimento




          Vale lembrar que o Império brasileiro terminou com o "Golpe de Estado" conhecido como "Proclamação da República" (15 de novembro de 1889). A elite militar associada a parte da elite latifundiária resolve substituir a Monarquia parlamentarista (às avessas) e unitária pela República presidencialista e federativa
          Vamos aproveitar e fazer uma panorâmica das possibilidades de formas de organização política e administrativa existentes no mundo atual. 

          As monarquias podem ter organização política absolutista, como é o caso da Arábia Saudita, Jordânia, Nepal e do Vaticano. Podem ser também parlamentaristas, como ocorre na Grã Bretanha, Espanha, Suécia, Dinamarca e Japão. Alguns organizam-se administrativamente como unitários (decisões centralizadas) outros como federalistas (com autonomia nas diversas regiões).
          Algumas repúblicas podem ter organização política presidencialista, como é o caso dos Estados Unidos, Argentina, México, África do Sul e Brasil. Mas outras podem ser parlamentaristas, como acontece na França, Itália, Portugal, Grécia e Alemanha. Também as repúblicas podem ser organizadas administrativamente como unitárias ou federalistas.

          Há países com ótimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em quase todas as opções de formas de organização política e administrativa. Nos tempos atuais em que o Brasil sofre com escândalos políticos, é interessante revermos a reportagem do "Jornal da Band" sobre a Suécia.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Prova - 3ª certificação

Detalhamento (o que você deve rever e estudar)

Iluminismo

- Livro: páginas 24 e 26.                                                                                                                   
- reveja os exercícios (iluminismo 1 e iluminismo 2) - folhas impressas, respondidas  e  corrigidas (ver postagens no blog no dia 8 de julho).                                                                    
- reveja exercícios do livro ( páginas 26 e 27) respondidos no caderno.                                                     

Revolução Francesa

- Livro: páginas 50, 52 e 54.                                                                                                                
- reveja os exercícios - folhas impressas, respondidas e corrigidas (ver postagens no blog do dia 8 de julho).                                                                                                                                      
- reveja exercícios do livro (páginas 51, 53 e 55), respondidos no caderno.                               

Brasil: período regencial

- Livro: páginas 152, 154, 156 e 158.                                                                                               
- reveja os exercícios, folhas impressas, respondidas e corrigidas (ver postagem no do blog do dia 18 de outubro).                                                                                                                        
- reveja exercícios do livro (páginas 153, 155, 157 e 159), respondidos no caderno.               
- releia o texto do blog postado no dia 18 de outubro.                                                                                                   

Brasil: segundo Reinado

- Livro: páginas 166 e 168.                                                                                                                 
- reveja exercícios, respondidos e corrigidos (ver postagem no blog do dia 1º de novembro).
- reveja exercícios do livro ( páginas 167 e 169).                                                                             
- releia o texto do blog postado no dia 1º de novembro).                                                               


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Obs- a cobrança de assuntos estudados na 1ª e na 2ª certificações é exigência e norma do colégio, não é escolha do professor. O que fizemos foi restringir o que será cobrado dessas fases anteriores. Assim, a maior parte dos assuntos a serem cobrados estará nos conteúdos referentes ao "Período Regencial" e ao "Segundo Reinado" (apenas política interna).                                                                                        
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Brasil - segundo reinado (continuação)

          Durante o segundo reinado ocorreu um conjunto de mudanças. Além dos eventos citados na postagem anterior, nesse blog (a estrutura política, a importância econômica do café, o surto industrial e a modernização e as grandes questões internacionais), é importante complementarmos com os acontecimentos seguintes.



Sociedade


D. Pedro II - austero



          Nessa época ocorreu um lento processo de transição do uso da mão de obra escrava para a mão de obra livre. A escravidão perdia aceitação devido a sua baixa produtividade para o capitalismo moderno. Os interesses britânicos também fizeram aumentar as pressões sobre o Brasil, culminando com a lei inglesa chamada Bill Aberdeen (dava aos ingleses o direito de aprisionar navios negreiros). Além desses fatores, a numerosa entrada de trabalhadores imigrantes europeus contribuiu para o processo.


Chegada de imigrantes europeus ao Brasil


Imigração - na Europa ocorriam importantes mudanças sociais e econômicas (industrialização em alguns países e decadência em outros, novas formas de emprego da mão de obra, além da explosão demográfica), na segunda metade do século XIX. Esses fatores estimularam a saída de muitos europeus em direção ao continente americano, em busca de melhores oportunidades de trabalho. Uma parte dessas pessoas optou pelo Brasil. A maioria dos imigrantes que aqui entraram eram principalmente portugueses, espanhóis, italianos e alemães. Escolheram no Brasil as ocupações variadas, alguns em ofícios urbanos (comércio e indústria) outros em trabalhos rurais (fazendas de café ou colônias agrícolas na região sul).

Fazendeiros escravocratas e abolicionistas disputavam os escravos
herói de guerra negro volta para casa


Abolicionismo - esse movimento político queria o fim da escravidão no Brasil. Seus participantes eram intelectuais, funcionários, militares, pequenos empresários. As manifestações atingiram dimensões consideráveis com comícios, passeatas e jornais abolicionistas. Grupos mais radicais promoviam fugas de escravos nas fazendas (caifases). Entretanto, a superação da escravidão foi lenta, completamente dependente das leis criadas pela Assembleia Geral (parlamento):



- Lei Eusébio de Queirós (1850) - proibiu o tráfico de escravos ( trazer pessoas da África para serem escravizadas no Brasil).

- Lei do Ventre Livre (1871) - declara livres os filhos nascidos de mães escravas.

- Lei dos Sexagenários (1885) - libertou os escravos com idade superior a 60 anos.

- Lei Áurea (1888) - extinguiu a escravidão no Brasil, que passou a ser ilegal.

Obs - Quando a lei Áurea foi publicada, o percentual de trabalhadores que ainda se encontrava na condição de escravos era pequeno. Mesmo assim, não houve uma política governamental direcionada a inserção dos libertos na sociedade brasileira. Esse fato causou a segregação social que está associada a afrodescendência.

* Bill Aberdeen - para compreender melhor, veja o link  http://www.estudopratico.com.br/bill-aberdeen/


Crise do Império



          A monarquia brasileira atingiu o auge na segunda metade do século XIX. Crescimento econômico, estabilidade política, modernização, vitórias nas guerras simbolizaram esse momento. Mesmo assim, a forma monárquica entrou em acelerada crise. A elite latifundiária brasileira não queria mais estar à margem do poder, queria o controle do Estado. Alguns fatores proporcionaram o desgaste do império;


- Partido Republicano - criado em 1870, tinha apoio de uma parte dos cafeicultores. Desejava implantar a república federativa (grande autonomia para cada região) e o liberalismo político.

 - Questão Religiosa - incidente causado pelas negativa do imperador em aceitar a regra criada pelo papa que mandava excluir os maçons da Igreja Católica (Dom Pedro era maçom).
O incidente foi desgastante para o imperador.

- Questão Militar - os militares do Exército esperavam melhor remuneração e prestígio político e social por serem heróis de guerra. Nada disso se concretizou. Os oficiais aderiram à filosofia positivista (veja links abaixo) e defendiam a implantação de um tipo de república centralizadora e autoritária. 

          A ideia de que não haveria o terceiro reinado passou a ser vista com naturalidade pela maioria da elite brasileira da época (a princesa Isabel seria a sucessora do imperador Dom Pedro II).

Obs - Para saber mais a respeito do "positivismo" acesse aos links  http://www.suapesquisa.com/o_que_e/positivismo.htm    e   http://educacao.uol.com.br/biografias/benjamin-constant.htm ,  e ainda   http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=165



Fim da Monarquia

Proclamação da República por Deodoro da Fonseca

D. Pedro II no exílio



          Na madrugada do dia 15 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca liderou um Golpe de Estado que encerrou o período monárquico brasileiro. Liderando o Exército e com apoio de grande parte da elite latifundiária, o movimento deu início à fase republicana da história do Brasil.
Sugestão de navegação: Museu Histórico Nacional -   http://www.museuhistoriconacional.com.br/
Aproveite e agende uma visita, é muito melhor no local.  Visite também o Museu Imperial de Petrópolis - http://www.museuimperial.gov.br/dami/


domingo, 1 de novembro de 2015

Brasil - segundo reinado

bandeira do Brasil na época do 2º reinado
          O "segundo reinado"é a fase da monarquia brasileira que corresponde ao reinado do imperador Dom Pedro II. O início foi em 23 de junho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou o príncipe Dom Pedro de Alcântara maior de idade aos 14 anos (dessa forma passou a ser considerado apto para assumir a liderança do governo). Essa fase terminou em 15 de novembro de 1889, com o evento político conhecido como "Proclamação da República".
D. Pedro II - adolescente




          O reinado do imperador D. Pedro II, que durou 49 anos, conviveu com várias importantes mudanças políticas, sociais e econômicas, além das questões internacionais que envolveram o Brasil.







Política interna


D. Pedro II - jovem



          Partido Liberal e Partido Conservador - disputavam espaços políticos, mas defendiam quase os mesmos interesses, pois ambos representavam a elite latifundiária Brasileira.








D. Pedro II - adulto jovem


          Parlamentarismo - enquanto no parlamentarismo inglês o monarca tem poucas atribuições (o governo é liderado pelo Primeiro Ministro, escolhido pelo Parlamento), no Brasil todo o poder estava concentrado nas mãos do imperador (devido ao uso do "Poder Moderador"). Essa é a origem da expressão "parlamentarismo às avessas" (na época era usada como crítica).




Manipulação da política nacional pelo imperador

          Poder Moderador - o imperador escolhia o Presidente do Conselho de Ministros (Primeiro Ministro) e podia demiti-lo. As eleições para a Assembleia Geral eram convocadas pelo imperador quando achasse necessárias. Podia também encerrar a legislatura (período de mandato dos deputados) quando quisesse. Além disso tudo, escolhia os senadores e controlava as nomeações, promoções e transferências dos juízes.


violência nas eleições


          Eleições - mesmo com o voto censitário as eleições ocorriam sempre com muita violência e fraudes.

          Revoltas Liberais - ocorreram em 1842. Resultaram da anulação das eleições parlamentares vencidas pelo Partido Liberal (Excesso de violência e de fraudes: "Eleições do Cacete").




          Revolução Farroupilha - em 1845 terminou o movimento separatista do sul, que teve início na época regencial (1835). Defendendo os interesses do governo imperial ganhou destaque o general Luis Alves de Lima e Silva, tanto nas campanhas militares quanto nas negociações de paz.

OBS - ver biografia do general Luis Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, no endereço eletrônico seguinte:   http://educacao.uol.com.br/biografias/duque-de-caxias.htm




         Revolução Praieira - foi um movimento separatista, liberal e federalista (com influência do socialismo utópico) que ocorreu em Pernambuco entre os anos de 1848 e 1850. Esta foi a última revolta política da época da monarquia brasileira.

                           Exercício – Política brasileira no segundo reinado


Consulte o livro nas páginas 166 e 168 para responder.

1) Por que, na época das regências, muitos políticos mudaram a ideia que tinham sobre a liberdade e defenderam a volta da autoridade do poder central?

R: devido as turbulências políticas: a década de 1830 foi marcada por revoltas e insurreições com participação de fazendeiros, profissionais liberais, militares, caboclos, libertos, escravos e quilombolas.                                                                                                                                                                                                                                                                   
2) Qual foi o golpe político articulado pelos liberais para tomar o poder, na época das regências?

R: o golpe foi acabar com a Regência e conduzir o príncipe D. Pedro ao trono, antecipando a sua maioridade.                                                                                                                                             

3) Apresente a reação do príncipe D. Pedro no momento em que foi consultado se desejava assumir ao trono do Brasil.

R: reagiu com uma resposta rápida, -"Quero já".                                                                                                                                                                                                                                                                 

4) Explique a expressão “Eleições do Cacete” usada para o processo eleitoral de 1840.

R: a luta pelo poder provocou violência e ilegalidades; os liberais foram acusados de roubo nas urnas,falsificação de votos e espancamento de eleitores. Foi esse episódio que ficou conhecido como "Eleições do Cacete".                                                                                                                 . 

5) Quais eram os objetivos dos rebeldes da Revolução Praieira?
R: exigiam o voto livre e universal, o federalismo, a extinção do Poder Moderador e a criação de uma república.                                                                                                                                         .

6) No parlamentarismo o chefe de Estado é o Primeiro Ministro.

(a) No Brasil, durante o segundo reinado, quem escolhia o Primeiro Ministro?

R: o primeiro ministro era escolhido pelo imperador.                                                                                                                                                                                                                                          .

(b) Como a vitória eleitoral do partido do Primeiro Ministro escolhido era garantida, no segundo reinado?

R: realizavam-se as eleições para a Câmara e, na apuração dos votos, falsificavam-se os resultados para garantir a vitória do partido do primeiro ministro.                                                                                   .

(c) Veja o funcionamento do parlamentarismo europeu, compare com o brasileiro e explique a expressão “Parlamentarismo às avessas”.

R: o parlamentarismo tem origem na Inglaterra, onde o chefe de governo (poder executivo) é o primeiro ministro, não O rei ou presidente. o primeiro ministro é escolhido  pelo partido majoritário no Parlamento (no Poder Legislativo). Por isso se fala que "o rei reina, mas não governa". No Brasil o parlamentarismo era às avessas porque quem mandava de fato era o imperador D. Pedro II. "o rei reina, governa e administra"                                                                                                                                     .                                                                    
7) O que havia em comum nos partidos políticos do império?


R: pertenciam à camada senhorial (elite) formada por homens brancos, livres,proprietários de terras e de escravos; queriam o poder político para ampliar o seu prestígio perante as bases; defendiam a manutenção da escravidão; temiam revoltas populares.                                                                                            .






Política Externa

foz do rio da Prata

          Durante o segundo reinado o Brasil desenvolveu relações conflituosas com outros países. O maior destaque nessa época está nas guerras contra os países da América do Sul (bacia hidrográfica do Prata).


Questão Christie - desentendimento entre o Brasil e a Grã Bretanha causado pelas trapalhadas do embaixador britânico no Rio de Janeiro. Houve rompimento das relações diplomáticas.

Uruguai e Argentina - entre 1851 e 1852 ocorreram intervenções de tropas brasileiras nesses dois países.                                                                                    

Uruguai - em 1864 ocorreu nova intervenção de tropas brasileiras nesse país.


D. Pedro II - o imperador vitorioso
mulher paraguaia no país destruído
Paraguai - o conflito armado tem início com a intervenção militar paraguaia em territórios da Argentina e do Brasil. Esse fato causou a formação da Tríplice Aliança ( Brasil, Argentina e Uruguai), que foi apoiada pela Inglaterra. A guerra prolongou-se de 1864 a 1870, causando um nível de destruição que levou o Paraguai à ruína.




Economia

          O Brasil nessa época era alvo do imperialismo inglês, que fazia um tipo de dominação indireta (controlava a economia sem alterar a independência política do país explorado).


rota da expansão da cafeicultura



Café - durante o segundo reinado esse produto passou a ser o principal item das exportações brasileiras. A cafeicultura possibilitou a capitalização de uma parte da elite brasileira. As principais regiões produtoras foram: o Vale do Rio Paraíba do Sul, abrangendo as províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais (chagando até ao Espírito Santo) e o Oeste Paulista (interior da província de São Paulo).

D. Pedro na meia idade



Surto industrial - grande parte dos lucros obtidos com o café foi investida na indústria. Esse fato possibilitou a aceleração do processo de modernização do Brasil. A elevação das taxas alfandegárias e a chegada de muitos imigrantes europeus também contribuíram muito.





          O empresário Irineu Evangelista de Sousa (Barão e Visconde de Mauá) foi o personagem símbolo desse processo de modernização do Brasil, no segundo reinado.


Ferrovia - empreendimento das empresas Mauá

Visconde de Mauá








     







Podemos ter lazer e aprender história
A sugestão é assistir ao filme: "Mauá - o rei e o imperador" é só entrar no link abaixo.














sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Século XIX - noções gerais


A Europa após o Congresso de Viena (1815 a 1850)

I - Revoluções

          O conservadorismo político predominou nessa época. Mesmo assim aconteceram diversas experiências revolucionárias. Elas podem ser agrupadas por terem ocorrido várias que se concentraram em um ou dois anos.
          Os principais exemplos são:

barricadas em Paris - 1848


1820/1821 - Portugal, Espanha e Grécia (predominam o liberalismo e o nacionalismo).

1830 - França, Bélgica, Alemanha e Polônia (predominam o liberalismo e o nacionalismo).

1848 - França, Itália, Alemanha e Pernambuco (encontramos ideias socialistas, liberais e nacionalistas)

OBS - Na segunda metade do século XIX ocorreu um movimento conhecido como "Comuna de Paris" (1871). O movimento foi uma tentativa de criar um governo operário (socialista).

Comuna de Paris - 1871


II - Ideologias políticas

Liberalismo - defende a ideia de que os seres humanos tem direitos fundamentais: à vida, à liberdade e à felicidade. Caberia  ao Estado respeitar e não invadir esses direitos. Entende que o Estado seria limitado tanto em seus poderes quanto em suas funções. Eles teriam os direitos públicos regulados por normas gerais e seriam subordinado às leis.

Nacionalismo - resulta do desenvolvimento do sentimento de pertencimento a uma cultura, região, língua, povo, etnia, etc. Esse fenômeno foi assimilado, a partir do século XIX, por forças políticas contra o absolutismo e contra as dominações dos impérios.

Socialismo utópico - Propostas que pretendiam ser alternativas à sociedade que se desenvolvia com profundas desigualdades. Defende a ideia de que a implantação do sistema socialista aconteceria de forma lenta e gradual, estruturada no pacifismo, acreditando na boa vontade da própria burguesia, a fim de criar um sistema econômico mais racional.
Seus principais defensores foram: Saint Simon, Fourrier, Proudhon.

Engels e Marx


Socialismo científico (marxismo) - o objetivo é a substituição das práticas da sociedade capitalista por outro modelo de organização: o socialismo. Está baseado em análises históricas, sociológicas, econômicas, culturais: o materialismo histórico. O socialismo seria implantado através de um processo revolucionário que retiraria a burguesia da liderança dos Estados e levaria o proletariado a assumir essa liderança.
Seus principais ideólogos foram Karl Marx e Friederic Engels.

Bakunin

Anarquismo - proposta de substituição da sociedade capitalista por comunidades igualitárias, sem propriedades privadas, sem Estado, sem poderes que possam exercer coação sobre as pessoas. As comunidades se desenvolveriam com base na auto gestão.
No século XIX destacamos a liderança de Mikhail Bakunin.

Doutrina social da Igreja - A Igreja Católica passou a defender a ideia de que os pobres deveriam ser conformados com a situação e que os ricos deveriam ser menos cruéis, mais justos e caridosos. A doutrina foi criada bela "Encíclica Rerum Novarum" do papa Leão XIII.

Movimento sindical - doutrina política com origem no movimento operário do século XIX. Propõe que os trabalhadores, agrupados em sindicatos, devem ter papel ativo na condução da sociedade. 


Segunda Metade do Século XIX

I - Formação de Novas Potências

          A Inglaterra tornou-se grande potência devido ao processo precoce de industrialização, que foi iniciado no século XVIII. França e Bélgica passaram a ser grandes potências devido a industrialização que avençou nas primeiras décadas do século XIX.

          As potências mais novas, surgidas na segunda metade do século XIX, resultaram de complexos processos políticos e frequentemente conflitos militares. Os melhores exemplos estão apresentados em seguida.


Estados Unidos

          Durante o século XIX os Estados Unidos desenvolveram um processo de expansão em direção ao oceano Pacífico (Marcha para Oeste). A concretização se deu através de compras de territórios, acordos e conquistas resultantes de guerras. 
          
          A imigração européia, a política de distribuição de terras e a criação de uma rede de ferrovias viabilizou a ocupação e exploração das riquezas dos territórios conquistados.

          A vitória dos Estados do Norte sobre os Estados do Sul, na Guerra de Secessão (1861 - 1865) resultou na imposição da visão de capitalismo moderno. A consequência foi o rápido desenvolvimento econômico que transformou ou Estados Unidos em grande potência econômica antes do final do século XIX.



Itália


          A formação do Estado Nacional Italiano foi um processo tardio. Resultou da reunião de várias regiões de população de língua italiana, foi baseado na ideologia nacionalista.. O processo político e militar ficou conhecido como Unificação Italiana.

          Ao final desse processo a Itália já se constituía como uma das grandes potências industriais da segunda metade do século XIX.


Alemanha


          O Estado Nacional Alemão também passou por processo tardio de formação. Na primeira metade do século XIX foi formado um acordo comercial entre vários governos soberanos da região da Alemanha. 

          Várias regiões de língua e cultura alemã foram reunidas através de um complexo processo de guerras e acordos. A base política foi a ideologia nacionalista. Devido a Unificação Alemã o país já se apresentava como uma das grandes potências antes do final do século XIX.



Japão

          Depois da intervenção militar dos Estados Unidos (1851) no Japão, a estrutura política japonesa passou por profunda modificação. Aconteceu a ampliação do poder do imperador e da intervenção do Estado na economia. O país se industrializou sem passar pelo processo de acumulação de capitais. 

          A modernização japonesa é conhecida como "Revolução Meiji".



II - Segunda Revolução Industrial

          Uma das características da Revolução Industrial durante o século XIX é o acelerado avanço técnico. Esse processo se deu, em grande parte, devido a aplicação das pesquisas científicas.

Exemplos de avanços:

- ferrovia.

- Navegação à vapor.

- criação do motor à explosão (combustão interna).

- utilização do petróleo como combustível.

- automóvel.

- produção de energia por hidroelétricas.

- lâmpada elétrica.

- concreto armado na construção civil.

- vacina.

- expansão das redes de esgoto.

- difusão da distribuição de água potável encanada.

- câmera fotográfica.


Imperialismo




- Competição entre as grandes potências pela dominação dos mercados consumidores mundiais.

- Na América Latina predominou a dominação indireta: dependência econômica, mantendo a independência política (o Brasil estava nesse caso).

- Nessa época surge o capital monopolista, com a formação de grandes grupos empresariais: cartéis, trustes e holdings.

Neocolonialismo

- Ampliação do processo de dominação direta pelas grandes potências em territórios da África, Ásia, Oceania e América Latina.

- Foi uma consequência do imperialismo.

- As economias dos países dominados foram desenvolvidas de forma a atender às necessidades dos países dominadores. A consequência disso foi a pobreza crônica da maioria das populações dos países dominados.

- nessa época ganhou destaque o mito da superioridade racial do branco europeu em relação às outras regiões e etnias.



Neocolonialismo na África




Neocolonialismo na Ásia




Break up of China