quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O que cai na prova da 3ª certificação e Prova Final (2017/2018)



 Turmas de 8º ano.
Revolução Francesaprimeira certificação.
- livro: pág. 100 e 101.
- exercícios do blog (do número 1 ao 11) – postagem de 3/9/2017.
Governo Joanino no Brasilsegunda certificação.
- livro: pág. 143 e 144.
- texto e exercícios do blog – postagem de 10/9/2017.
Período Regencial no Brasil terceira certificação.
- livro: pág. 188 a 192.
- Texto e exercícios do blog – postagem de 30/10/2017.
Segundo Reinado no Brasilterceira certificação.
- política interna e política externa
                    - livro: pág. 193 a 196.
                    - texto e exercícios do blog – postagem do dia 10/11/2017.
- trabalho escravo
                    - livro: pág. 202 a 205.
                    - texto e exercícios do blog – postagem do dia 16/11/2017.
 - Modernização e surto industrial
                      - texto do blog – postagem do dia 30/11/2017.




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Brasil: processo republicano



          O movimento que substituiu a monarquia pela república passou por um longo processo. As origens são imprecisas, mas os fatores principais podem ser destacados e analisados. Esse é o objetivo deste texto.

Idealização da cena da proclamação da república - pintor Benedito Calixto
1) Formas de governo
(a) Monarquia
- O personagem central é o monarca (imperador, rei, príncipe).
- O monarca tem função vitalícia e hereditária.
- Na monarquia, o reino é do rei e a população é formada por súditos.
- Possibilidades de regimes políticos na monarquia
Monarquia absolutista – o monarca é chefe de Estado e de Governo. Não há eleições.
Monarquia constitucional: pode ser centralizadora ou parlamentarista.
 – Se for centralizadora, o parlamento terá a tarefa legislativa, mas o monarca exercerá o Poder Executivo (administração do país). – Há eleições para escolha dos representantes do parlamento.
 – Se for parlamentarista, um membro do Parlamento será escolhido para assumir a função de Chefe de Governo é o Primeiro Ministro (Poder Executivo – quem administra o país), enquanto o monarca será Chefe de Estado (tarefas limitadas). – Há eleições para escolha dos representantes do parlamento e do Primeiro Ministro.
(b) República
- Possibilidades regimes políticos na república
República presidencialista – pode ser uma ditadura ou democracia.
- Se for ditadura (autoritarismo e centralização administrativa), o Presidente da República concentrará todo o Poder Executivo e interferirá nas tarefas do Poder Legislativo e do Poder Judiciário.  Geralmente não há eleições ou são feitas de forma viciada (fraude).
- Se for democrático, o presidente da república exercerá apenas o Poder Executivo. Os poderes Legislativo e Judiciário serão autônomos. Os três poderes terão tarefas complementares e, cada um exercerá tarefas de fiscalização sobre os demais. – Os participantes do Poder Legislativo e o chefe do Poder Executivo serão escolhidos pelo voto, em processo eleitoral.
República Parlamentarista – as tarefas de Chefe de Estado e de Chefe de Governo serão repartidas entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro (com origem no Parlamento).  Os participantes do Poder Legislativo, o Presidente da República e o Primeiro Ministro serão escolhidos pelo voto, em processo eleitoral.
- Há grande variação na divisão de tarefas entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro, dependendo do modelo de parlamentarismo aplicado em cada país.
Imperador D. Pedro II
2) Crises no segundo reinado
(a) Questão Militar
- Os oficiais do Exército queriam melhor remuneração e prestígio político proporcionais ao fato de serem heróis de guerra. (devido a vitória na Guerra do Paraguai). – O governo imperial manteve baixa a remuneração.
- Positivismo – ideologia criada pelo francês August Comte, dizia que a melhor forma de governo é a República e que o Exército deveria assumir o controle político e administrativo do país (República autoritária e centralizadora). A maioria dos oficiais do Exército se tornou positivista.
- Ocorreram manifestações de oficiais, que o governo punia com rigor.
(b) Questão Religiosa
- Atritos entre o imperador D. Pedro II e bispos católicos devido a recusa em aplicar no Brasil restrições aos católicos que participassem da Maçonaria. Estado e Igreja eram uma coisa só no Brasil, na época da Monarquia.
(c) Partido Republicano
- Resultou de um grupo de políticos que saiu do Partido Liberal. Em 1873 o Partido Republicano foi criado na Convenção de Itú (São Paulo).
- Os políticos republicanos defendiam um modelo de República Presidencialista, federalista (descentralizada) e liberal (com eleições).
A Princesa Isabel e Gastão de Orleáes (Conde D'Eu)
- A principal base de apoio do Partido Republicano estava em São Paulo, com os cafeicultores do Oeste Paulista que desejavam que o Brasil passasse a ser uma federação - autonomia política e administrativa para as províncias (atuais estados).
(d) Abolicionismo
- A influência da campanha abolicionista na implantação da república foi indireta, pois não ocorreram reações significativas após a Lei Áurea (1888), mesmo sem a indenização que aos escravocratas pediam.
- Muitos militares se engajaram na Campanha abolicionista.
- Os participantes da Campanha Abolicionista eram geralmente republicanos.
OBS – Questão Sucessória – havia muita resistência na aceitação da Princesa Isabel como sucessora do imperador D. Pedro II. Alguns recusavam a influência do Conde D’Eu, marido francês da princesa. Esse tema não era fundamental, mas estava nas discussões da época.
detalhe - Deodoro na proclamação
3) Proclamação da República
Marechal Manoel Deodoro da Fonseca
- Resultou da ação conjunta dos republicanos civis e militares.
- O líder escolhido, Marechal Deodoro da Fonseca, era o mais antigo general do Exército em atividade (considerado liderança natural entra os oficiais).
- A proclamação aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.
- Foi um Golpe de Estado sem qualquer participação popular (elitizado).
- Deodoro da Fonseca foi o primeiro Presidente da República no Brasil.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Brasil – segundo reinado (modernização e surto industrial)



1) Características
          Durante o reinado do imperador D. Pedro II devemos destacar algumas características econômicas principais:
          - manutenção da estrutura latifundiária e agroexportadora – os latifúndios continuaram a predominar e a maior parte da produção era agrícola, direcionada a exportação. 
          - transição entre o uso da mão de obra escrava e a mão de obra imigrante – devido às leis abolicionistas e à campanha abolicionista, de um lado, e à crescente entrada de imigrantes europeus no Brasil, por outro lado.

2) Surto Industrial
As primeiras ferrovias do Brasil foram construídas pelo Visconde de Mauá.
          Algumas novidades desenvolvidas durante o segundo reinado possibilitaram o surgimento e desenvolvimento de diversas indústrias no Brasil. Não se caracterizava como industrialização por ser de alcance muito limitado. Por isso é usada a expressão Surto Industrial.
          Principais novidades que possibilitaram o Surto Industrial:
          - o protecionismo alfandegário – a partir da Lei tarifária Alves Branco, de 1844 (as taxas alfandegárias ficaram muito mais altas, o que encareceu as importações e estimulou a produção nacional).
          - o fim do tráfico de escravos – a partir da Lei Eusébio de Queirós, de 1850 (os traficantes de escravos passaram a investir em outras atividades, incluindo a indústria).
Barão de Mauá
          - a capitalização de produtores e comerciantes de café – devido aos altos preços do produto no mercado internacional (parte da elite se capitalizou e criou casas comerciais, bancos, indústrias e empresas de serviços).

3) Era Mauá
          O empresário Irineu Evangelista de Sousa, que foi Barão e Visconde de Mauá, destacou-se como empreendedor e foi símbolo da modernização no segundo reinado.
          O Visconde de Mauá investiu em iluminação pública, rebocadores, navegação na Amazônia, construiu ferrovias, instalou o cabo submarino entre o Brasil e a Europa (telégrafo), criou a fundição e o estaleiro da Ponta da Areia (fabricava canhões e navios) e foi um dos banqueiros mais importantes do mundo (Banco Mauá), entre outras coisas.
          Mal compreendido pela elite brasileira conservadora e pelo governo, foi sabotado e perdeu a sua importância quando a maioria das suas empresas faliu.      
Visconde de Mauá 







 


          Existe um bom filme contando a vida deste empresário da época imperial, Mauá: o imperador e o rei (1999), direção de Sérgio Rezende, com Paulo Betti e Malú Mader no elenco (2h 15 min).

          Há versão completa no YOUTUBE:





          Aqui estou postando alguns fragmentos escolhidos, para dar uma ideia e ter vontade de assistir ao filme completo.